Internet das Coisas e Inteligência Artificial
Qual é a diferença entre Internet das Coisas e Inteligência Artificial?
IoT em Casa
Embora ainda seja um conceito novo no Brasil, as casas inteligentes já são uma realidade em outros países, com diversos produtos específicos voltados para funcionar como uma central de controle para todos os aparelhos e eletrodomésticos automatizados das residências. A Amazon, por exemplo, oferece aos seus clientes o Echo, enquanto a Google tem o Google Home Hub em seu portfólio de produtos dessa categoria.
Esses aparelhos, que contam com assistentes digitais baseadas em Inteligência Artificial, funcionam para centralizar todas as configurações de outros aparelhos conectados na casa, como geladeiras, lâmpadas, máquinas de lavar roupa, aspiradores robô, ar-condicionado, máquinas de café, persianas, fechaduras e câmeras de vigilância.
Isso permite que o dono da casa personalize os aparelhos
para funcionarem de acordo com sua rotina. Graças à IoT, é possível, por
exemplo, programar a iluminação da casa e as persianas para funcionarem em
conjunto, criando um ambiente favorável para a hora de dormir e o despertar.
Aparelhos como câmeras e drones individuais podem ser controlados à distância
graças à IoT, permitindo que o usuário monitore sua residência ou fique de olho
em um pet deixado em casa sozinho.
Apartamentos inteligentes já começaram a chegar ao Brasil.
Em São Paulo, o serviço é oferecido em condomínios de flats de alto padrão nos
distritos comerciais da cidade. É importante ressaltar que, para o
funcionamento ideal desse tipo de moradia, é necessária uma rede de internet de
alta velocidade que esteja configurada para suportar as demandas de todos os
aparelhos.
IoT no Escritório
Nos escritórios, a Internet das Coisas pode representar uma economia significativa quando pensamos em uso de energia e controle de suprimentos. Com sistemas de iluminação e ar-condicionado conectados, é possível evitar, por exemplo, custos desnecessários com salas de reunião que não estão em uso.
Além dos benefícios relacionados ao custo, ao ter aparelhos
inteligentes conectados a uma central de controle é possível melhorar a
eficiência dos funcionários, criando ambientes mais propícios para cada de
tarefa, controlando a temperatura e qualidade do ar.
Em termos de suprimento, sistemas conectados graças à IoT
evitam desperdícios e permitem que insumos sejam encomendados automaticamente
por impressoras, garantindo a continuidade do serviço sem interrupções. Ao
integrar esse sistema aos recursos de TI já existentes nos escritórios, é
possível também monitorar e controlar o uso de materiais como papel e plástico,
especialmente importante num mundo que se preocupa cada vez mais com o meio
ambiente.
Com salas de reunião e aparelhos conectados, a necessidade de ter pessoas no escritório durante todo o horário comercial também é reduzida, permitindo aos profissionais um maior equilíbrio entre vida pessoal e vida profissional. Hoje, já é possível trabalhar em escritórios virtuais que conectam funcionários onde quer que eles estejam, sem risco de segurança às redes e aos dados das empresas.
IoT na Indústria
Nas indústrias, a Internet das Coisas permite conectar informações de toda a cadeia produtiva, concentrando dados e informações na nuvem e permitindo análises em tempo real de cada parte do processo de produção. Com cada equipamento e máquina conectado em rede e disponibilizando informações em tempo real, é possível realizar manutenções e paradas de forma mais organizada e sem tanto impacto no negócio, monitorar a qualidade da produção, controlar os processos de maneira remota e garantir que os insumos e materiais estejam sendo geridos da maneira mais eficiente possível.
Além disso, graças à IoT, é possível melhorar o
relacionamento das fabricantes com o consumidor final dos produtos, que passam
a ter a opção de informar em tempo real como estão utilizando seus aparelhos
smart, permitindo ao fabricante coletar informações que ajudem a definir
mudanças e melhorias que se adequem à necessidade dos clientes de cada
localidade. É o caso, por exemplo, dos automóveis com conexão, que informam às
fabricantes como o desempenho muda de acordo com o uso.
Vista frontal de um solo preto com os faróis acesos O novo SOLO, projetado com o software PLM em um período de dois anos.
Inteligência Artificial é quando uma máquina imita a capacidade humana de raciocinar. A complexidade disso e as possibilidades que essa tecnologia oferece, no entanto, merecem uma resposta mais longa.
O cérebro humano aprende com exemplos. Quando falamos em
inteligência artificial, estamos falando de algoritmos que permitem que
máquinas aprendam da mesma forma e que façam coisas que, hoje, são feitas por
pessoas.
Assistentes virtuais de nossos smartphones e chatbots de
serviços de diversas empresas são exemplos do uso da Inteligência Artificial.
Essas tecnologias usam os dados que milhões de pessoas do mundo todo geram
todos os dias para dar respostas melhores às nossas perguntas. O aprendizado
vem da coleta de grandes volumes de dados que são analisados e interpretados
pelos algoritmos, resultando em melhorias automáticas a cada novo uso.
É por isso que quanto mais usamos nossos aparelhos
conectados, mais inteligentes eles se tornam: eles aprendem com a nossa reação
aos seus resultados. Graças à internet, às redes de altíssima velocidade e ao
armazenamento de quantidades imensas de dados na nuvem, é possível que a
Inteligência Artificial aprenda com milhões de pessoas ao mesmo tempo, tornando
o aprendizado.
Fonte:
Arivaldo Bispo/Siemens 1996 – 2020.





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